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Mãe de Ana Clara reage à fala de Flávio Bolsonaro em debate: ‘Ele não respondeu’

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 12:12
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Mãe de Ana Clara reage à fala de Flávio Bolsonaro em debate: ‘Ele não respondeu’
Fatos Rápidos da Notícia
  • Cristiane Gomes contestou a versão apresentada pelo senador sobre a morte da filha, baleada aos cinco anos em Niterói, em 2021
  • “Um policial subiu atirando. Baleou a minha filha dentro de casa. Na porta de casa”, relatou.
Resumo Editorial

Cristiane Gomes contestou a versão apresentada pelo senador sobre a morte da filha, baleada aos cinco anos em Niterói, em 2021

Cristiane Gomes contestou a versão apresentada pelo senador sobre a morte da filha, baleada aos cinco anos em Niterói, em 2021

A mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de cinco anos morta por um disparo de fuzil em Niterói, no Rio de Janeiro, em 2021, criticou a resposta do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da TV Globo, realizado na noite de sexta-feira (23). Cristiane Gomes da Silva afirmou que o parlamentar não respondeu por que integrou a defesa do policial militar acusado pela morte da criança e contestou a versão de que houve uma troca de tiros no local.

“Não teve resposta, gente. Eu não tive a resposta que eu quero. Ele não respondeu por que ele defendeu o assassino da minha filha. Ele inventou um confronto ali, como o policial inventou no dia”, declarou Cristiane após o debate.

A mãe da menina acompanhou o encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) presencialmente, na plateia. Durante a discussão sobre segurança pública, Lula mencionou o caso de Ana Clara e questionou o senador sobre sua atuação na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de efetuar o disparo que matou a criança.

Ao responder, Flávio chamou Cristiane pelo nome da filha e afirmou que o episódio ocorreu em meio a uma troca de tiros em uma comunidade com atuação do tráfico de drogas. O senador também declarou acreditar que o policial não foi responsável pelo disparo fatal.

Mãe contesta versão de confronto

Ao comentar o que aconteceu no dia da morte da filha, Cristiane afirmou que o policial subiu atirando e atingiu a criança na porta de casa. Questionada se os disparos ocorreram em meio a uma troca de tiros, Cristiane respondeu que não havia ninguém atirando contra o policial. Segundo ela, essa circunstância foi constatada pela perícia.

“Um policial subiu atirando. Baleou a minha filha dentro de casa. Na porta de casa”, relatou.

A versão apresentada pela mãe contrasta com a argumentação de Flávio Bolsonaro durante o debate. O senador afirmou confiar que o policial não foi o autor do disparo que matou Ana Clara e declarou que pretendia ajudar a família a esclarecer quem efetuou o tiro.

O policial responde a uma acusação de homicídio doloso pela morte da menina. A responsabilidade criminal pelo caso ainda será examinada pelo Tribunal do Júri.

Envolvimento de Flávio Bolsonaro na defesa do policial

A participação do senador no caso foi questionada por Lula durante o debate. Em 2024, Flávio integrou a equipe jurídica que representou Bruno Dias Delaroli, em atuação pro bono, ou seja, sem cobrança de honorários, por meio de uma parceria com o Instituto Família Policial.

Naquele ano, o parlamentar assinou um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que determinou que o policial fosse submetido a júri popular. O pedido foi rejeitado, e a determinação de julgamento pelo Tribunal do Júri foi mantida.

Cristiane também acusou o senador de ter contribuído para impedir a realização do julgamento. Segundo ela, o júri foi anulado ou adiado duas vezes neste ano, e o caso ainda não chegou a julgamento.

“Ele conseguiu anular duas vezes o júri só esse ano, com a influência de senador. Não teve o julgamento, ele impediu”, afirmou.

O julgamento foi remarcado para 5 de maio de 2027, conforme informações divulgadas por Cristiane. Até lá, o policial permanece sem condenação pelo caso e responde em liberdade.

Relembre o caso Ana Clara

Ana Clara Gomes Machado morreu em 2 de fevereiro de 2021, aos cinco anos, após ser atingida por um disparo de arma de fogo na comunidade Monan Pequeno, no bairro de Pendotiba, em Niterói, no Rio de Janeiro.

O policial militar Bruno Dias Delaroli foi acusado de homicídio doloso. Desde então, a família da criança busca a realização do julgamento para que a responsabilidade pela morte seja examinada pelo Tribunal do Júri.

A atuação de Flávio Bolsonaro na defesa do policial voltou ao centro do debate político durante a campanha presidencial e foi novamente discutida no encontro entre o senador e Lula na TV Globo, desta vez com a presença de Cristiane na plateia.

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