Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como Vitinho, foi sentenciado a 13 anos e 4 meses de reclusão por estupro e lesões corporais graves contra Maria Daniela Ferreira Alves, com a condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) em 31 de agosto, após investigação que revelou aplicação de drogas tóxicas no sangue da vítima.
Apuração Forense e Contexto do Crime
A apuração conduzida pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) identificou, por meio de laudo toxicológico, a presença de diazepam, fenitoína, haloperidol, nordiazepam e prometazina no organismo da vítima, substâncias frequentemente associadas à facilitação de crimes sexuais por incapacitação da vítima.
O caso emergiu em julho de 2023, quando Daniela chegou ao local desorientada, com traumatismo craniano grave e sinais visíveis de violência física, conforme constatado pelo Instituto Médico Legal (IML), que confirmou o estupro mediante uso de força bruta e registrou déficits cognitivos prévios inexistentes na jovem antes do delito.
A vítima apresenta sequelas neurológicas permanentes que a impedem de realizar atividades básicas como tomar banho ou segurar um copo d'água sem assistência.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Sentença
O TJ-AL manteve a prisão preventiva de Vitinho, que se entregou à Polícia Civil em Taquarana após ficar foragido desde o crime ocorrido em setembro do ano anterior, enquanto a defesa não apresentou manifestação pública até o momento.
A família relata que Daniela requer apoio contínuo para atividades cotidianas essenciais devido ao transtorno de estresse pós-traumático e aos prejuízos motores e cognitivos diagnosticados pelo Instituto Médico Legal.



