Em agosto, a Casas Bahia reduziu seu quadro de funcionários em 4,6 mil trabalhadores, conforme documentos periciais da ACFB Administração Judicial, enquanto suas vendas digitais caíram 35% em relação ao mês anterior, no qual a empresa protocolou pedido de recuperação judicial com passivo de R$ 17,32 bilhões.
Diagnóstico Pericial e Contexto da Crise Estrutural
A perícia realizada pela ACFB Administração Judicial, responsável por monitorar o processo de recuperação judicial, constatou a desativação de 744 lojas e 29 centros logísticos da rede, onde estoques reduzidos e áreas ociosas refletiram a contração operacional decorrente da instabilidade financeira e da necessidade de reestruturação.
O plano de reestruturação aprovado internamente pela administração e pelo acionista controlador prevê o fechamento de até 298 estabelecimentos físicos e a demissão de um contingente entre 1.900 e 3.000 colaboradores, números que se alinham com a redução efetiva de 4.600 postos registrada em agosto.
A Casas Bahia reduziu seu passivo em R$ 17,32 bilhões ao entrar com pedido de recuperação judicial em agosto, mês em que as vendas digitais caíram 35% e o quadro de funcionários diminuiu em 4.6 mil trabalhadores.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Reestruturação
A Diretoria da Casas Bahia afirmou, por meio de nota oficial, que todas as medidas adotadas obedecem rigorosamente à legislação vigente e têm como objetivo preservar o patrimônio empresarial e garantir a continuidade dos serviços essenciais.
Especialistas em direito corporativo apontam que a decisão judicial abre caminho para a renegociação do passivo com credores e a conversão de debêntures em ações, medida contestada por minoritários acionistas que pleiteiam preservação do capital social.



