Em setembro de 2026, o Acre registrou 877 focos de queimadas, número que representa um aumento de 80% em relação ao mês anterior, conforme dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A análise dos registros do Inpe revela que o total de 877 focos no Acre em setembro reflete uma acentuada escalada em relação aos 487 focos documentados em agosto, destacando-se também a superação do valor registrado em setembro de 2025 (840 focos), com um acréscimo de 37 unidades ou 4,4% na comparação anual. Entre janeiro e agosto, o estado somou 584 ocorrências, indicando que o volume acumulado até setembro já ultrapassou em 293 focos a soma dos oito primeiros meses do ano, configurando um padrão de intensificação incomum para o período.
O s focos de queimadas ocorrem em um contexto de seca sazonal na Amazônia, com redução das precipitações entre agosto e outubro, o que favorece a prática sistemática do fogo para limpeza de áreas. O cenário é ainda agravado pela concentração de desmatamento em municípios como Feijó e Tarauacá, que lideram o ranking estadual e respondem por cerca de 36% do total mensal.
O Acre registrou 877 focos de queimadas em setembro de 2026, um aumento de 80% em relação a agosto e 4,4% a mais que no mesmo mês do ano anterior.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
As autoridades ambientais do Acre reforçaram a necessidade de medidas urgentes para conter a expansão dos focos, com o Ministério Público Estadual anunciando abertura de inquérito para apurar possíveis irregularidades nas práticas de uso do fogo. O Governo do Estado destacou a colaboração com o Inpe e o Imazon para monitoramento contínuo e aplicação rigorosa das legislações ambientais vigentes.
Especialistas apontam que o aumento reflete tanto a sazonalidade climática quanto pressões socioeconômicas sobre populações tradicionais, demandando estratégias integradas de prevenção, fiscalização e educação ambiental para evitar agravantes no futuro.



