No dia 21 de setembro, às 11h35, um helicóptero Bell 430, prefixo PP-MGR, caiu em uma área de mata na localidade de Urubici, pertencente à cidade de Santa Catarina, matando instantaneamente os cinco ocupantes, entre os quais o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar e o videomaker Paulo Ricardo dos Santos Soares.
Contexto Institucional e Técnico da Investigação Aeroportuária
A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que a aeronave seguira do aeródromo de Porto Belo, em Santa Catarina, com destino a Criciúma, quando perdurou no espaço aéreo não controlado da região serrana por volta das 11h34, um minuto antes do registro definitivo do acidente às 11h35; as condições climáticas adversas — chuva intensa, ventos fortes e neblina densa — comprometeram a visibilidade e a estabilidade do voo, conforme laudo preliminar da instituição.
O trajeto ocorreu em área de responsabilidade do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), que disponibilizava informações meteorológicas e operacionais por meio do Serviço de Curitiba, enquanto a ausência de comunicação direta com controle aéreo se justificava pela natureza não regulamentada do espaço aéreo traversado.
Cinco vítimas fatais, incluindo o cantor Rick e o empresário Bruno Avelar, morreram no acidente aéreo em Urubici, na Serra de Santa Catarina.
Repercussão Institucional e Desdobramentos da Apuração
A FAB acionou o Ministério da Justiça e a Polícia Federal para coordenar as investigações técnicas e apurativas, enquanto o coronel aviador Silvio Monteiro Júnior destacou que a operação busca esclarecer se fatores operacionais ou meteorológicos contribuíram para o ocorrido.
Espera-se que os resultados definitivos da CPI aeronáutica, prevista para divulgação nos próximos 90 dias, orientem ajustes regulatórios no acesso a zonas rurais de alta vulnerabilidade climática e reforcem protocolos de comunicação obrigatória em voos não controlados.



