Na noite de 22 de outubro, durante o debate promovido pela TV, o candidato ao governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) utilizou a ausência da governadora Celina Leão (PP) para exigir providências urgentes em relação a supostas vítimas de abuso sexual por um deputado distrital, propondo medidas como estudo integral, ensino médio profissionalizante e emergência na saúde pública, enquanto reafirmou seu compromisso com a transparência e a luta contra a impunidade.
Contexto Institucional e Desafios na Apuração da Denúncia
A apuração jornalística confirmou que Leandro Grass, ao assumir o tempo de fala destinado à governadora, vincula diretamente sua proposta à denúncia de abuso sexual cometida por um parlamentar da base aliada do Executivo, embora não tenha identificado o nome do acusado, limitando-se a relatar que a vítima procurou o gabinete da governadora sem obter resposta. A reportagem constatou que a denúncia foi registrada em novembro de 2023, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do DF, mas não houve encaminhamento formal até o momento.
O contexto político regional se agrava com a proximidade da eleição e a ausência do governador no debate, considerado estratégico pela campanha de Grass, que utiliza a situação para pressionar pela criação de um mecanismo eficaz de escuta e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade no âmbito distrital.
Leandro Grass afirmou que 'o DF precisa livrar-se do feminicídio' em seu discurso sobre políticas públicas de segurança para mulheres.
Repercussão O ficiosa e Caminhos para as Propostas
A governadora Celina Leão, por meio de assessoria, rebateu as acusações alegando desconhecimento detalhado das denúncias e reforçando que eventuais casos devem ser encaminhados às instâncias policiais competentes, enquanto a equipe técnica do candidato reiterou a exigência de uma investigação imparcial e transparente por parte do Ministério Público Federal.
Grass indicou que pretende nomear concursados para ocuparem postos estratégicos na Secretaria de Saúde do DF e decretar emergência sanitária caso assuma o governo, além de implementar programas de formação profissionalizante para jovens em parceria com o setor produtivo e universidades.



