Na terça-feira, 15 de abril, a Polícia Judiciária efetuou a derrubada de um drone não autorizado que sobrevoava o perímetro do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento histórico sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fato que reforça a tensão institucional e as medidas de segurança reforçadas em torno da sede do Poder Judiciário.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
A Polícia Militar do Distrito Federal mantém desde a noite de segunda-feira (14) um efetivo aéreo composto por três drones de vigilância, integrados ao plano de segurança reforçado coordenado pela Secretaria de Segurança Pública do DF, que incluiu o acionamento de células de inteligência, varreduras com cães farejadores no plenário da Suprema Corte e na área externa frequentada pela imprensa, além do reforço policial nas rodoviárias do Plano Piloto e no Aeroporto Internacional JK, em preparação para a sessão que analisa o pedido da PGR para anular o relatório da PF que aponta vínculos entre Moraes e Vorcaro.
A apreensão do equipamento, que permanece sob custódia da polícia até a identificação de seu proprietário, ocorre em um cenário de intensa disputa documental: na segunda-feira, a PF entregou cópias dos dados extraídos do celular de Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, enquanto o procurador-geral André Mendonça requereu a nulidade do inquérito por suposta irregularidade na produção do relatório sem prévia autorização do Ministério Público ou do plenário.
O drone foi derrubado pela Polícia Judiciária durante sessão histórica no STF que analisa vínculos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Repercussão Jurídica e Estratégias em Debate
A Procuradoria-Geral da República sustenta que a produção do relatório pela PF careceu de autorização prévia do Ministério Público ou do próprio STF, configurando vício legal que justifica seu pedido de nulidade ao plenário, embora ministros como Gilmar Mendes avaliem que o caso pode ser encerrado sem análise de mérito se os elementos já conhecidos forem considerados insuficientes para configurar crime.
Enquanto isso, Alexandre de Moraes mantém posição estratégica no julgamento, defendendo a legitimidade da investigação apesar das críticas à conduta investigativa, e a expectativa é de desdobramentos que podem incluir novo pedido de abertura de inquérito ou arquivamento definitivo do caso com base em decisões processuais já consolidadas.



