Na quarta-feira (21/10), por volta das 11h30, o motorista de aplicativo Antônio Carlos da Conceição de Carvalho, 33 anos, foi detido por militares do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na Asa Sul de Brasília (DF), sob suspeita de tentar sequestrar uma criança de 3 anos, portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Cidade O cidental (GO), no Entorno do Distrito Federal.
Investigação e Desdobramento da Apuração Policial
A apuração realizada pela coluna Na Mira constatou que a mãe da vítima, ao solicitar transporte por aplicativo para levar o filho a uma clínica, colocou a criança no banco do veículo após a chegada do motorista; ao dar a volta para entrar do lado oposto, o condutor anomalous arrancou com o menor, iniciando uma fuga que só foi interrompida quando a cunhada da mãe pulou na frente do carro, forçando-a a parar.
Conforme registros da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e relatório técnico do Núcleo de Inteligência do 5º Comando Regional de Polícia Militar (CRPM) em Luziânia (GO), Antônio Carlos foi localizado após rastreamento eletrônico e reconhecimento facial, sendo encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia na Asa Sul, onde permaneceu à disposição da Justiça por algumas horas antes de ser liberado sob medida cautelar, aguardando comparecimento para esclarecimentos.
A tentativa de sequestro ocorreu durante o trajeto planejado para levar a criança a uma clínica especializada em cuidado com TEA.
Repercussão Institucional e Compromissos com a Segurança Pública
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) classificou o fato como grave ataque à integridade infantil, destacando que o caso será analisado pelo Departamento de Proteção à Infância e Juventude (DPIJ) com vistas à aplicação de medidas preventivas e reforço nas rotas de monitoramento de motoristas de aplicativos.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acionou a 1ª Vara Criminal para instauração imediata de inquérito policial, priorizando a proteção da criança e a responsabilização do suspeito, que responde em liberdade condicional por crimes anteriores contra a segurança pública.



