A dívida do Botafogo, clube historicamente associado à tradição alvinegra, alcançou a marca de R$ 3,5 bilhões, configurando um dos maiores passivos financeiros entre as agremiações esportivas brasileiras, enquanto o processo de transição para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) permanece em fase avançada de negociação.
Contexto Institucional e Histórico da Dívida do Botafogo
A apuração da, com base em documentos oficiais e registros da Receita Federal, confirmou que o endividamento do Botafogo se eleva a R$ 3,5 bilhões, representando um salto de quase 170% em relação aos R$ 1,3 bilhão registrados antes da formalização da SAF, em 2021.
O aumento significativo ocorre em um cenário de reestruturação administrativa, no qual John Textor, ex-presidente da SAF do clube, contesta a responsabilidade total sobre a dívida, alegando que o montante imputável à sua gestão não ultrapassaria R$ 2 bilhões.
O Botafogo acumula R$ 3,5 bilhões em dívidas totais, com R$ 1,29 bilhão já em processo de recuperação judicial.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Reestruturação
A GDA Luma, responsável pela transição do clube para o modelo societário, tem atuado para garantir a continuidade das operações e a transparência financeira, enquanto Textor nega qualquer vínculo direto com o montante atual e defende a necessidade de revisão dos valores contabilizados.
Especialistas em direito desportivo apontam que a recuperação judicial pode estender a crise financeira por até cinco anos, dependendo da negociação com credores e da capacidade de geração de receita.
O processo de recuperação judicial do Botafogo tem prazo máximo de cinco anos para quitação ou conversão da dívida em equity.



