A Federação Turca de Futebol (TFF) suspendeu provisoriamente 448 dirigentes de clubes, entre atuais e antigos, por envolvimento comprovado em práticas de apostas no futebol durante os últimos cinco anos, conforme evidências obtidas em investigação coordenada pela entidade; a medida, que abrange inclusive figuras de destaque como o presidente do Trabzonspor, Ertugrul Dogan, e o vice-presidente do Besiktas, Hakan Daltaban, atinge cerca de 171 membros ligados à Super Lig na temporada 2026-27 e segue-se a um ampliado plano de fiscalização que já resultou na detenção do chefe e seis membros do Conselho de Arbitragem por suposta interferência nos procedimentos arbitrais.
Contexto da Investigação e Ações da TFF
A apuração da TFF revelou que os dirigentes envolvidos teriam realizado apostas em jogos de futebol entre 2021 e 2026 por meio de plataformas digitais não regulamentadas, com registros apontados em contas vinculadas a empresas ou contatos próximos aos clubes; as evidências foram coletadas em conjunto com autoridades judiciais e órgãos de controle esportivo, culminando na identificação de padrões sistemáticos de conduta antidesportiva.
Antecedentes recentes, como o escândalo de manipulação de resultados e a prisão de jogadores e árbitros em 2025, reforçam a necessidade de uma resposta institucional mais rigorosa, que agora se estende à administração dos clubes, com a TFF determinando o encaminhamento imediato de todos os casos ao comitê disciplinar para eventual aplicação de sanções definitiva.
A TFF suspendeu 448 dirigentes por participação em apostas no futebol entre 2021 e 2026.
Repercussão Institucional e Caminhos Futuro
O presidente do Trabzonspor, Ertugrul Dogan, admitiu ter mantido conta em uma plataforma de apostas e declarou à emissora A Spor que 'se cometemos um erro, pedimos desculpas', embora negasse qualquer irregularidade por parte dos clubes ou sua gestão.
As consequências imediatas incluem a suspensão cautelar dos envolvidos, com análise individual dos casos pelo comitê disciplinar da TFF; especialistas apontam que a medida pode desencadear reestruturação administrativa nos clubes afetados e pressão para maior transparência nos processos de governança esportiva.



