O julgamento do ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier, foi novamente remarcado para 29 de setembro pelo Tribunal do Júri do Recanto das Emas, em razão de problemas de saúde que impedem sua presença efetiva no processo que tramita há quase duas décadas.
Contexto Histórico e Desdobramentos Processuais do Caso
A apuração revelou que o ex-parlamentar responde ao chamado homicídio qualificado de Ewerton da Rocha Ferreira, adolescente de 16 anos cuja morte ocorreu em março de 2004, fato que culminou na condenação inicial de Xavier a 15 anos de reclusão, posteriormente anulada em 2024 após a apresentação de novos elementos probatórios, entre eles relatório pericial e depoimentos do policial civil Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior, ex-investigador da Corvide.
Antecedentes indicam que esta será a quarta tentativa de concluir o feito: após dois adiamentos por sua condição de saúde e um por rescisão unilateral do contrato de refeições dos tribunais, o processo sofreu novo atraso em maio devido a trâmites da defesa, consolidando um cenário de paralisias processuais prolongadas.
O ex-deputado distrital Adão Xavier já teve seu mandato cassado em 2024, sendo o primeiro parlamentar da história da Câmara Legislativa a perder o cargo por condenação criminal.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
A ausência de manifestação oficial da defesa até o momento mantém o clima de incerteza jurídica, enquanto o Poder Judiciário Federal mantém postura técnica e reservada, priorizando a regularidade processual sobre pressupostos políticos ou midiáticos.
Com a corrida eleitoral de 2026 se aproximando, a decisão final sobre a condenação poderá impactar as estratégias partidárias da Democracia Cristã, embora o calendário judicial ainda não permita definiciones definitivas antes da próxima sessão marcada para setembro.



