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Boulos diz que vai pedir prisão de Ricardo Nunes por falta de ônibus em SP

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 15:15
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Boulos diz que vai pedir prisão de Ricardo Nunes por falta de ônibus em SP
Fatos Rápidos da Notícia
  • O ministro da Secretaria-Geral da República, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou neste domingo (25) que vai pedir a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), devido à falta de ônibus na capital.
  • "Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo!", disse.
  • Vamos pedir a prisão de Ricardo Nunes e do Secretário Municipal de Transportes ao TRE/SP. Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo!
Resumo Editorial

O ministro da Secretaria-Geral da República, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou neste domingo (25) que vai pedir a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), devido à falta de ônibus na capital.

O ministro da Secretaria-Geral da República, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou neste domingo (25) que vai pedir a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), devido à falta de ônibus na capital.

A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Lula (PT), acusa a Prefeitura de São Paulo de operar o transporte com apenas 60% da frota no segundo turno das eleições presidenciais.

Em publicação feita no X (antigo Twitter) na tarde deste domingo (25), Boulos afirmou que também vai pedir a prisão do Secretário Municipal de Transportes ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo).

"Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo!", disse.

Vamos pedir a prisão de Ricardo Nunes e do Secretário Municipal de Transportes ao TRE/SP. Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo!

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) October 25, 2026

No sábado (24), o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, determinou que a cidade disponibilizasse 100% da frota à população neste domingo. A decisão se baseou na Resolução TSE 23.751/2026, que exige a oferta de transporte coletivo urbano nos dias de votação com a mesma frequência dos dias úteis.

Porém, neste domingo (25), coligação Brasil Pronto Pra Mais afirma ter recebido denúncias de poucos ônibus circulando na capital paulista, o que dificultaria o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. Segundo a petição, bairros da Zona Leste, como o Itaim Paulista, estariam entre os mais afetados.

A petição enviada à Justiça Federal é assinada por Monica Cristina Bonfim, conhecida como Monica das Pretas (PSOL); Sâmia Bomfim (PSOL); e Luana dos Santos Alves da Silva.

A coligação pede a “intimação imediata do Município de São Paulo e da SPTrans, pelo meio mais expedito, para que restabeleçam a operação de 100% da frota de ônibus até o encerramento da votação e o retorno dos eleitores”.

Em nota enviada à CNN Brasil, a Prefeitura de São Paulo critica a decisão por ter sido tomada “a menos de 24 horas do pleito”, mas afirma que vai cumpri-la.

“A Prefeitura, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans cumprirão a determinação judicial, ainda que desnecessária, e já comunicou às concessionárias. Agora, elas têm menos de 12 horas para mobilizar sua mão de obra e localizar mais de 10 mil trabalhadores e tirá-los de seu direito à folga, colocando em risco inclusive seu direito ao voto, já que o escalonamento já havia sido programado”, diz o comunicado.

Segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), no primeiro turno, em 4 de outubro, 6,9 mil ônibus circularam na cidade, com reforço de 40% na frota, para uma demanda de 3,4 milhões de passageiros. O mesmo plano estava previsto para este domingo.

Procurado pela CNN, o TRE-SP informou que, até o momento, não foi reportada "qualquer situação que pudesse comprometer o exercício do voto".

"A eleição está transcorrendo normalmente e os eleitores estão chegando aos seus locais de votação. No entanto, caso algum eleitor enfrente dificuldades, a recomendação é encaminhar a denúncia ao Ministério Público Eleitoral", acrescento o comunicado.

*Com informações de Gabriela Piva e Iuri Pitta, da CNN Brasil

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