Durante reunião mista no Senado do Paraguai, a senadora Esperanza Martinez defendeu que as autoridades atuem rapidamente para condenar formalmente o presidente Santiago Peña, evitando que ele deixe o país. Ela comparou a situação ao caso do senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que teria deixado o Brasil com ajuda internacional, e pediu que o Ministério Público pare de demorar a tomar providências sobre o pedido de acusação contra o mandatário.
A Câmara Baixa do Paraguai aprovou, com 78 votos a favor, o pedido de julgamento político contra Peña, relacionado à crise do Ueno Bank. O banco digital foi declarado insolvente pelo Banco Central do Paraguai em 3 de novembro, e o Ministério Público solicitou investigação criminal sobre a instituição e sobre supostos crimes financeiros cometidos pelo presidente.
Peña foi acionista da Ueno Holding até março de 2025, empresa ligada ao grupo controlador do banco. As apurações envolvem suspeitas sobre empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao grupo, que teriam comprometido o patrimônio da instituição financeira. O presidente anunciou renúncia ao cargo antes do avanço do impeachment, mas a imprensa local avalia que o Congresso deve recusar o pedido e seguir com o processo para evitar que ele obtenha foro privilegiado como senador vitalício.



