A Defensoria Pública do Rio de Janeiro entrou com uma ação na Justiça pedindo que o estado indenize em R$ 4,9 milhões a família de Ronaldo Julião da Silva, pedreiro de 46 anos morto durante a operação Contenção em outubro de 2025. De acordo com o órgão, o homem era inocente e houve falhas do Estado na perícia e na investigação da morte.
Ronaldo foi encontrado próximo de sua residência por volta das 18h30 do dia 28 de outubro, após sair da casa de sua irmã. O corpo foi removido por moradores na madrugada seguinte e colocado junto aos 122 corpos de pessoas mortas na operação. A Polícia Civil fluminense constatou que ele não possuía antecedentes criminais nem indícios de envolvimento com o crime organizado.
A Defensoria destacou que a vítima não portava arma, não resistiu a ordens e não era alvo de mandados. Ronaldo era natural de Campina Grande, na Paraíba, e deixou seis filhos e uma neta. Além da ação individual, a entidade também solicita uma indenização coletiva de R$ 50 milhões para os moradores do Complexo do Alemão, com atendimento psicossocial e aplicação dos valores em obras nas áreas de educação, saúde, esporte e lazer.



