Um grupo de seis fundações de partidos de esquerda defendeu, em documento publicado em 19 de outubro, uma reformulação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para incluir integrantes ligados ao setor produtivo e à sociedade civil. O texto sugere que o colegiado passe a contar com representantes de ministérios ligados à produção, trabalho e desenvolvimento, ampliando a composição atual formada pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central.
As entidades também propõem que o mandato do Banco Central seja ampliado para contemplar o nível de atividade econômica como variável na definição da política monetária. Segundo o documento, a autoridade monetária deveria assumir o compromisso de suavizar flutuações econômicas e fomentar o pleno emprego, permitindo que as metas de inflação não sejam tratadas como um objetivo inegociável por si só.
O texto, que possui 412 páginas e abrange temas como segurança pública, política externa e inteligência artificial, dedica cinco páginas às políticas fiscal e monetária. As fundações esclarecem que o material não substitui nem concorre com o programa de governo da chapa Lula-Alckmin, mas expressa o consenso entre as entidades para orientar políticas públicas no próximo governo.



