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Comissão Eleitoral de Israel descarta fraude após auditoria em mais de 9 mil seções

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 19:48
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Comissão Eleitoral de Israel descarta fraude após auditoria em mais de 9 mil seções
Fatos Rápidos da Notícia
  • Comissão Eleitoral Central concluiu auditoria em 9.069 seções e não encontrou provas de fraude
  • Validação dos resultados teve 15 votos favoráveis, dois contrários e 14 abstenções
  • Ministro Itamar Ben-Gvir disse que seu partido não reconhece os resultados e pediu prisão de líderes árabes-israelenses
Resumo Editorial

A Comissão Eleitoral Central de Israel validou o resultado das eleições após auditoria em 9.069 seções e não encontrou provas de fraude que coloquem em dúvida a integridade do pleito. A decisão foi tomada em meio a contestações da extrema-direita e enquanto o presidente Isaac Herzog inicia consultas para formação do próximo governo, já que nenhum bloco obteve maioria sozinho no Parlamento de 120 cadeiras.

A Comissão Eleitoral Central de Israel concluiu auditoria em 9.069 seções eleitorais e afirmou não ter encontrado provas de fraude capazes de colocar em dúvida a integridade dos resultados das eleições. A validação foi anunciada nesta quarta-feira (4/11), em meio a questionamentos de integrantes da extrema-direita e à disputa pela formação do próximo governo.

A aprovação dos números finais ocorreu com 15 votos favoráveis e dois contrários, enquanto outros 14 integrantes do órgão se abstiveram. Apesar da decisão, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, afirmou que seu partido não reconhece os resultados e pediu a prisão de líderes de partidos árabes-israelenses.

Ben-Gvir, conhecido por declarações extremistas contra os palestinos, questiona a participação das legendas árabes no processo eleitoral. Os partidos conquistaram uma presença recorde no Parlamento e podem ter papel decisivo nas negociações para formação de uma nova coalizão.

A contestação ocorre em um momento de forte divisão política no país, que não registrou um bloco com maioria suficiente para governar sozinho no Parlamento, composto por 120 cadeiras. O líder da oposição, Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, acusou o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu de tentar enfraquecer as instituições democráticas e estimular hostilidade contra representantes eleitos.

Durante um evento em memória do ex-premiê Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, Eisenkot afirmou que não permitirá que Israel seja conduzido para um cenário de ruptura democrática. O oposicionista também advertiu Netanyahu contra a possibilidade de iniciar uma nova guerra contra o Irã em parceria com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Netanyahu é o primeiro-ministro que permaneceu por mais tempo no comando do governo israelense, tendo ocupado o cargo em diferentes períodos ao longo de quase duas décadas. Diante da ausência de uma maioria definida no Parlamento, o presidente israelense, Isaac Herzog, iniciou nesta quarta-feira uma rodada de consultas com representantes dos partidos para discutir a composição do próximo governo.

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Tags:Israel

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