O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31/10) que o governo norte-americano não participou diretamente dos preparativos para a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Atlanta, nos Estados Unidos, no âmbito do encontro de ministros das Relações Exteriores do G20.
Segundo Rubio, Washington não esteve envolvido em nenhum dos arranjos feitos pelo parlamentar para deixar o território brasileiro. O secretário esclareceu que a única decisão do presidente Donald Trump foi autorizar a entrada de Flávio nos Estados Unidos caso ele chegasse a um ponto de imigração do país.
A manifestação ocorre após reportagem do jornal argentino Clarín apontar uma suposta operação com agentes norte-americanos para auxiliar a saída do senador e de sua família do Brasil. O relato mencionou o uso de veículos e ao menos três jatos particulares mobilizados para viabilizar a fuga, com alternativas caso o voo previsto não pudesse decolar.
Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27/10), apesar da determinação judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proibia de viajar para o exterior. O senador cruzou a fronteira terrestre com a Argentina por Foz do Iguaçu (PR) e embarcou em um avião particular em Puerto Iguazú.
Após escala em Guayaquil, no Equador, ele chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã de quarta-feira (28/10). Flávio utilizou o passaporte diplomático brasileiro para ingressar nos Estados Unidos, mesmo com o documento cancelado por determinação do STF; ele também possui passaporte italiano.
A Polícia Federal informou que não encontrou registro de saída de Flávio pelos postos brasileiros de controle migratório. A corporação apura as circunstâncias do descumprimento da decisão judicial, mas esclareceu que a proibição de viajar não caracteriza, por si só, a condição de foragido.



