Após 41 anos encarcerado no corredor da morte nos Estados Unidos, o idoso Douglas Stewart Carter, de 71 anos, foi liberado em 28 de setembro, após o pagamento de fiança, em virtude de exame de DNA que desconstruiu a base da condenação por assassinato da professora Eva O lesen, ocorrida em 1985.
Contextualização da Investigação e Antecedentes do Caso
A soltura foi determinada pelo juiz Derek Pullan, da Justiça Federal de Utah, após análise de novo exame pericial que demonstrou a ausência de qualquer vestígio biológico do réu nas evidências centrais do crime — o sangue localizado em uma maçaneta e em uma faca, utilizados como elementos indiciários na acusação original.
Douglas Stewart Carter manteve, desde a prisão, a tese de inocência, alegando que sua confissão por escrito fora extraída sob pressão policial e que testemunhas-chave que o incriminaram posteriormente reconheceram ter mentido sob coação ou indução.
Douglas Stewart Carter, de 71 anos, passou quatro décadas no corredor da morte após condenação por assassinato baseado em confissão forçada e perícia desmentida por exame de DNA.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
O juiz Derek Pullan destacou que a nova prova científica fragiliza substancialmente a acusação do Ministério Público, autorizando o relaxamento da custódia e a concessão da fiança como medida provisória enquanto aguarda novo julgamento, previsto para ocorrer em instância superior.
Especialistas em direito penal apontam que, apesar da absolvição técnica por falha na prova, o processo pode ser reaberto pela promotoria se novas evidências surgirem, configurando um cenário jurídico atípico no sistema americano.



