O senador Flávio Bolsonaro (PL) citou o empresário Jonas Suassuna, que se tornou conhecido por aparecer como proprietário de parte do sítio de Atibaia (SP), durante o debate com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23/10). Flávio questionou a relação entre Suassuna e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
➡️ Flávio cita nome de Jonas Suassuna, do Sítio de Atibaia, e o liga a Lulinha 🤳 Imagens cedidas pela TV Globo https://t.co/jSEgt94GvS — Metrópoles (@Metropoles) October 24, 2026
➡️ Flávio cita nome de Jonas Suassuna, do Sítio de Atibaia, e o liga a Lulinha
🤳 Imagens cedidas pela TV Globo https://t.co/jSEgt94GvS
— Metrópoles (@Metropoles) October 24, 2026
Durante o debate, Flávio mencionou uma procuração assinada por Lulinha, na qual o filho do presidente informou como endereço um apartamento de luxo em São Paulo. O senador associou o imóvel a Suassuna e lembrou que o empresário também aparecia como proprietário de parte do sítio de Atibaia (SP), frequentado por Lula e sua família.
“O seu filho colocou como endereço um imóvel em São Paulo que pode valer até R$ 15 milhões. Ele disse que mora nesse imóvel. E sabe quem é o proprietário desse imóvel? Jonas Suassuna, coincidentemente, o mesmo dono do sítio de Atibaia”, afirmou Flávio.
A procuração concedia poderes a Lula e ao advogado Marco Aurélio de Carvalho para tratar de questões relacionadas ao sigilo bancário de Lulinha.
O documento foi citado em meio à iniciativa do presidente de autorizar a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, e de desafiar Flávio a fazer o mesmo.
Lula e Flávio no debate da Globo
Lula e Flávio no debate da Globo
Lula e Flávio no debate da Globo
Lula e Flávio no debate da Globo
Suassuna é empresário e foi sócio de Lulinha na Gamecorp, empresa ligada ao setor de jogos eletrônicos e conteúdo digital. O nome dele também apareceu nas investigações da Operação Lava Jato por causa de sua relação com o sítio de Atibaia.
A propriedade era formada por terrenos registrados em nome de Suassuna e Fernando Bittar, outro empresário que tinha relações comerciais com Lulinha. Apesar de Lula não figurar como proprietário do sítio, ele frequentava o local com a família.
A Lava Jato investigou se Lula era o verdadeiro beneficiário da propriedade e se reformas realizadas no local haviam sido custeadas por empreiteiras em troca de vantagens indevidas relacionadas a contratos com a Petrobras.
Em 2019, Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo relacionado ao sítio. Em 2021, entretanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações por questões relacionadas à competência da Justiça Federal de Curitiba para julgar o caso.



