Em junho de 2024, a Polícia Civil de São Paulo efetuou mandados de busca e apreensão contra a produtora Karina da Gama e empresas vinculadas à Dark Horse, com base em indícios de autofaturamento e desvio de recursos do contrato de R$ 108 milhões firmado pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), órgão ligado à mesma produtora que elaborou a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Contexto Institucional e Investigação Documental
A apuração policial, conduzida pelo delegado Antônio Carlos Munuera Silveira da Divisão de Investigações Sobre Crimes Contra a Administração (DICCA), identificou indícios de fraude documental na prestação de contas do ICB à Prefeitura, incluindo a emissão de notas fiscais sem lastro real, validadas por parecer técnico da Secretaria da Fazenda que apontou inconsistências na numerização dos boletos emitidos no mesmo dia, o que sugere montagem artificial para ocultar saídas irregulares de caixa.
O inquérito foi instaurado após análise de documentos que revelaram a existência de ao menos três notas fiscais emitidas pelo próprio Instituto Conhecer Brasil contra si mesmo, totalizando mais de R$ 1.400.000,00, além de faturas de R$ 8,5 milhões da Make O ne Tecnologia Digital apresentadas sem comprovação documental, reforçando a suspeita de desvio para financiar projetos cinematográficos vinculados a figuras políticas.
Mais de R$ 8,5 milhões em faturas da Make O ne Tecnologia Digital foram emitidas sem qualquer comprovação documental que comprove a efetiva prestação dos serviços.



