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Polícia investiga desvios de R$ 108 milhões no contrato Dark Horse com ICB para Wi-Fi em SP

PorJessica BernardoVerificadoOrtografia IAPublicado Ontem às 23:39
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Polícia investiga desvios de R$ 108 milhões no contrato Dark Horse com ICB para Wi-Fi em SP
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Polícia Civil de São Paulo realizou mandados de busca e apreensão em junho contra a produtora Karina da Gama e empresas ligadas à Dark Horse, com base em indícios de autofaturamento e desvio de recursos do contrato de R$ 108 milhões da Prefeitura de SP com o Instituto Conhecer Brasil (ICB).
  • O delegado Antônio Carlos Munuera Silveira afirmou que a mídia constatou ao menos três notas fiscais autofaturadas pelo ICB, totalizando mais de R$ 1.400.000,00, além de faturas de R$ 8,5 milhões da Make One Tecnologia Digital sem comprovação documental.
  • A Justiça autorizou o cumprimento dos mandados no primeiro semestre de 2024, após análise de irregularidades documentais e suspeitas de desvio para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Resumo Editorial

Investigação apura desvios de R$ 108 milhões no contrato Dark Horse com ICB, revelando notas fiscais falsas e faturas sem comprovação que totalizam mais de R$ 8,5 milhões.

Em junho de 2024, a Polícia Civil de São Paulo efetuou mandados de busca e apreensão contra a produtora Karina da Gama e empresas vinculadas à Dark Horse, com base em indícios de autofaturamento e desvio de recursos do contrato de R$ 108 milhões firmado pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), órgão ligado à mesma produtora que elaborou a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Contexto Institucional e Investigação Documental

A apuração policial, conduzida pelo delegado Antônio Carlos Munuera Silveira da Divisão de Investigações Sobre Crimes Contra a Administração (DICCA), identificou indícios de fraude documental na prestação de contas do ICB à Prefeitura, incluindo a emissão de notas fiscais sem lastro real, validadas por parecer técnico da Secretaria da Fazenda que apontou inconsistências na numerização dos boletos emitidos no mesmo dia, o que sugere montagem artificial para ocultar saídas irregulares de caixa.

O inquérito foi instaurado após análise de documentos que revelaram a existência de ao menos três notas fiscais emitidas pelo próprio Instituto Conhecer Brasil contra si mesmo, totalizando mais de R$ 1.400.000,00, além de faturas de R$ 8,5 milhões da Make O ne Tecnologia Digital apresentadas sem comprovação documental, reforçando a suspeita de desvio para financiar projetos cinematográficos vinculados a figuras políticas.

Ponto de Destaque

Mais de R$ 8,5 milhões em faturas da Make O ne Tecnologia Digital foram emitidas sem qualquer comprovação documental que comprove a efetiva prestação dos serviços.

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