Em pronunciamento proferido na terça-feira (6), durante evento organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) em São Paulo, o presidente Luiz Carlos Dutra destacou que a reforma tributária, ao substituir o IPI por IBS e CBS, representa uma oportunidade estratégica para a competitividade do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.
Contexto Institucional e Antecedentes da Reforma Tributária
Durante a cerimônia realizada em São Paulo, Luiz Carlos Dutra afirmou que o setor enxerga na mudança tributária um ganho de eficiência e redução de custos operacionais, especialmente com a isenção para absorventes e produtos de higiene menstrual, além da redução de alíquotas para itens como sabonetes e fraldas, considerados insumos de saúde pública.
A expectativa é que a extinção gradual dos incentivos estaduais do ICMS até 2033 e a cobrança do IBS/CBS no destino exijam reestruturação logística e de gestão de estoque, já que o novo sistema tributário passa a incidir sobre o ponto final de consumo, desburocratizando decisões antes condicionadas a benefícios regionais.
A substituição do IPI por IBS e CBS, com isenção para absorventes e redução de alíquotas para itens de saúde pública como sabonetes e fraldas, trará alívio imediato ao setor produtivo brasileiro.
Repercussão Setorial e Desafios da Reorganização Logística
Dutra ressaltou que a heterogeneidade do setor – que abrange desde produtos básicos até cosméticos de luxo – exige adaptação flexível às novas regras tributárias, com ênfase na otimização da cadeia produtiva para manter margens competitivas diante do IVA Dual.
Especialistas apontam que a reorganização logística será essencial para equilibrar os custos com a nova tributação no destino, especialmente com a progressiva extinção dos incentivos estaduais, o que pode gerar impactos significativos nos fluxos de distribuição até 2033.



