Na noite de 29 de setembro, durante o último debate do primeiro turno das eleições para governador do Distrito Federal, os candidatos ao cargo aproveitaram a ausência da governadora Celina Leão (PP) – que optou por não comparecer ao confronto realizado pela Rede – e a exclusão da candidatura de José Roberto Arruda (PL), indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral, para intensificar ataques e disputar o espectro eleitoral.
Contexto Institucional e Estratégico do Debate Eleitoral
A governadora Celina Leão assumiu o cargo em abril, no contexto de profunda crise financeira no BRB, instituição sob sua responsabilidade como vice‑governadora de Ibaneis Rocha (MDB), que revelou rombo bilionário após as tratativas com o Banco Master e a intervenção do Banco Central.
A pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro indicou Celina com 39 % nas intenções de voto, contra 23 % de Leandro Grass, 9 % de Paula Belmonte e 3 % de Kiko Caputo, consolidando sua liderança e justificando a estratégia dos adversários de direcionar questionamentos ao seu desempenho no BRB e à suposta ausência de transparência.
Celina Leão lidera a intenção de voto para o DF com 39 % no primeiro turno, enquanto seu principal rival, Leandro Grass, registra 23 %.
Repercussão Jurídica e Repercussão Política
O s candidatos se manifestaram oficialmente: Leandro Grass (PT) acusou Celina de ter privatizado e liquidado o BRB; Paula Belmonte (PSDB) afirmou que ela representa o governo da corrupção que afundou a instituição; Kiko Caputo (Novo) declarou que a decisão do TSE que excluiu Arruda está equivocada e prejudicou o debate.
A expectativa é que a polarização gerada pelos ataques ao BRB e à estratégia de acenos ao eleitorado de Arruda dinamize uma competição acirrada para o segundo turno, com os partidos tradicionais mobilizando bases em defesa de seus candidatos.



