Na quarta-feira (16/9), a Polícia Federal deflagrou a O peração Dinastia do Lago, com o objetivo de investigar o deputado federal Adail Filho (MDB-AM) e seu pai, Adail Pinheiro (Republicanos), prefeito de Coari, suspeitos de coordenar um esquema de corrupção envolvendo fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e movimentações financeiras superiores a R$ 30 milhões, vinculadas ao município de Coari.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
A ação policial foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e contou com o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de cerca de R$ 990.500 em espécie, 21 veículos — 11 em Manaus e 10 em Coari — e mais de 10 bens de valor, incluindo relógios e joias, sem identificação clara de seus proprietários.
O inquérito teve início após a interceptação de aproximadamente R$ 1,25 milhão em espécie durante o transporte de três empresários em um voo entre Manaus e Brasília em maio de 2025, o que indicou a existência de uma rede estruturada de desvio financeiro e fraude administrativa no âmbito municipal.
A O peração Dinastia do Lago resultou na apreensão de R$ 990.500 em espécie e 21 veículos, evidenciando um esquema milionário de corrupção e lavagem de dinheiro no município de Coari.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos
As autoridades competentes mantiveram silêncio oficial até o momento, mas fontes próximas ao Ministério Público Federal confirmaram que o caso será encaminhado à Justiça Federal para análise de crimes como organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro, com possibilidade de prisão preventiva dos investigados.
O afastamento temporário do prefeito Adail Pinheiro e dos servidores públicos envolvidos sinaliza a gravidade das acusações, enquanto o deputado Adail Filho deve prestar esclarecimentos formais à Câmara dos Deputados sob risco de suspensão dos direitos políticos.



