O sistema Cantareira chegou a 50,7% de sua capacidade útil em 30 de outubro, subindo de 41,1% registrados no fim de setembro. O avanço ocorre após um outubro chuvoso, que acumulou 210 milímetros, volume 61,7% acima da média histórica mensal. Apesar da melhora expressiva em relação aos cerca de 20% do fim de 2025, o pior período desde a crise de 2014 e 2015, a Grande São Paulo segue sob redução noturna da pressão.
O Comitê de Integração, formado por Arsesp e SP Águas, manteve a redução da pressão na rede das 21h às 5h em outubro. O governo estadual calcula que a medida poupou mais de 209 bilhões de litros desde agosto de 2025. A ANA classifica o Cantareira na faixa de Atenção para novembro, com níveis entre 40% e menos de 60%, o que limita a captação a 31 mil litros por segundo.
O Cemaden projeta que o armazenamento chegue a 60% em dezembro e a 88% em março de 2027, caso as chuvas estejam dentro da média histórica. No entanto, simulações apontam riscos caso o volume pluviométrico fique entre 25% e 50% abaixo da média. Para o período de outubro a dezembro, o Painel El Niño indica alta probabilidade de fenômeno muito forte no verão, sem garantia específica para as bacias do Cantareira.



