O IGP-M subiu 1,47% em outubro, recuando em relação à alta de 1,57% observada em setembro. Com esse resultado, o índice acumulou elevação de 5,24% nos últimos 12 meses. A leitura ficou abaixo da expectativa da pesquisa da Reuters, que projetava alta de 1,59% para o período.
O componente de maior peso no índice geral, o IPA, que mede os preços no atacado e responde por 60% do total, avançou 1,93%, ante 2,08% em setembro. Matheus Dias, economista do FGV IBRE, atribuiu a desaceleração ao arrefecimento dos produtos agropecuários, cujos preços subiram 1,29%, contra 3,07% no mês anterior. Entre os itens que influenciaram esse movimento estão milho, soja, tomate e batata-inglesa.
O IPC, com peso de 30% no índice geral e focado no varejo, também desacelerou ao registrar alta de 0,45%, frente a 0,50% em setembro. A redução expressiva nas tarifas de energia elétrica residencial foi o principal fator desse comportamento. No entanto, os alimentos in natura seguem como ponto de atenção: o grupo Hortaliças e Legumes acelerou na passagem mensal e acumulou alta de 10,6%, impulsionado por condições climáticas adversas que restringiram a oferta de produtos como o tomate.



