Na tarde de sexta-feira, 11 de outubro, Thaissa Gabriely de O liveira Marques, 21 anos, estudante de Nutrição na UniFil, foi brutalmente morta a facadas na academia onde trabalhou em Londrina, Paraná, após resistir a uma tentativa de estupro por Gabriel de Andrade, 21 anos, que também foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) sob acusação de homicídio qualificado consumado e tentativa de estupro. O crime ocorreu por volta das 15h30 no Centro da cidade, quando a vítima realizava atividade externa à academia ao entregar panfletos, sendo localizada com múltiplas lesões provocadas por arma branca no interior do estabelecimento, com a morte constatada no local.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar
A apuração realizada pela PCPR confirmou que Thaissa havia sido contratada recentemente para atuar na academia localizada na Rua José Bonifácio, no centro da cidade, onde exercia função de divulgação de material institucional nas imediações do local. De acordo com os relatos colhidos no local do crime e no boletim de ocorrência registrado às 16h45, o suspeito alegou que, ao não conseguir completar a tentativa de violência sexual, desferiu múltiplas facadas na vítima com recurso a arma branca, agindo com motivação ainda sob apuração que inclui possível cisão psicológica e planejamento prévio.
A instituição educacional UniFil e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres emitiram declarações oficiais de pesar, destacando a gravidade do feminicídio como expressão extrema de violência estrutural contra mulheres no Brasil. A PCPR mantém o investigado em prisão preventiva, sob custódia da Justiça Local, enquanto os exames periciais complementares seguem em andamento para esclarecer dinâmica completa do crime.
Thaissa Gabriely morreu após resistir corajosamente a um agressor que tentou submetê-la ao estupro na academia onde atuava em Londrina.
Repercussão Legal e Desdobramentos Futuramente
As autoridades competentes acionaram o Ministério Público para instaurarem inquérito formal com apuração aprofundada dos elementos fáticos e circunstanciais do delito, priorizando o recolhimento de provas periciais e testemunhais que possam corroborar ou afastar hipótese de motivação baseada em gênero. O Conselho Tutelar da cidade já acionou canais de proteção à mulher para avaliar demandas emergenciais relacionadas a violência doméstica e feminicídio na região.
O caso reavivou o debate sobre as políticas públicas de prevenção à violência contra mulheres em municípios do interior paranaense, com ênfase na necessidade urgente de ampliação das unidades especializadas e nos protocolos de resposta rápida da rede de segurança pública diante de ameaças reais e imediatas à integridade física feminina.



