O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta investigação formal da Polícia Federal desde julho de 2024 por suspeita de envolvimento em quatro crimes federais — lavagem de dinheiro, organização criminosa, evasão de divisas e corrupção ativa e passiva — com foco apurado no canal utilizado para o financiamento do filme Dark Horse, vinculado a seu pai, e na trajetória internacional dos recursos até os Estados Unidos.
Contexto Institucional e Antecedentes da Apuração
A investigação foi autorizada com base em laudo técnico preliminar da Polícia Federal e requer a concordância do ministro da Justiça, André Mendonça, para que as diligências prosseguem com competência jurisdicional plena; segundo documentos oficiais obtidos pelo Jornal Nacional, as evidências giram em torno da movimentação de recursos oriundos de produtoras ligadas ao cenário cultural brasileiro e redirecionados a contas no exterior por intermédio de estruturas empresariais sem justificativa econômica clara.
Nos últimos meses, o ministro André Mendonça, por meio de ofício formal ao Superior Tribunal de Justiça, validou o pedido da PF que aponta para indícios de fraude documental, uso de laranjas e fluxo financeiro irregular no processo de captação e remessa dos recursos, configurando possível estrutura de ocultação prevista nos artigos 1º da Lei nº 9.613/1998 e 22 da Lei nº 7.492/1986.
A Polícia Federal identificou indícios de lavagem de dinheiro por meio de estrutura empresarial e fundo estrangeiro para dissimular a origem dos recursos do financiamento do filme Dark Horse.
Repercussão Política e Desdobramentos Jurídicos
A defesa do senador, por meio de seu escritório jurídico, nega categoricamente todas as acusações, afirmando que o processo se baseia em suposições e que não há provas concretas de crime praticado, solicitando ainda o afastamento imediato do inquérito por suposto viés político.
Especialistas em direito penal e lavagem de ativos apontam que, se confirmados os indícios, o caso pode gerar consequências graves — como prisão preventiva, perda do mandato em caso de condenação em segunda instância e inabilitação política — enquanto o Ministério Público Federal já sinaliza a abertura de ação civil pública para apurar eventuais prejuízos ao erário cultural.



