Dois ministros do governo federal, Guilherme Boulos e José Guimarães, afastaram-se temporariamente de seus respectivos cargos na Secretaria-Geral da Presidência e na Secretaria de Relações Institucionais para dedicar integralidade às campanhas eleitorais do presidente Lula, em preparação para o primeiro turno das eleições, marcado para domingo, 4 de outubro.
Contexto Institucional e Procedimentos de Afastamento Temporário
O s afastamentos foram formalizados no Diário O ficial da União (DOU) e dispõem que Boulos, desde segunda-feira, 28 de setembro, permanece afastado com retorno previsto para segunda-feira, 5 de outubro, enquanto Guimarães, afastado desde quarta-feira, 30 de setembro, também retornará em 5 de outubro; durante o período, a Secretaria-Geral foi conduzida por Josué Augusto do Amaral Rocha e a Secretaria de Relações Institucionais por Marcelo Costa.
As solicitações de afastamento temporário obedecem ao rito previsto na legislação trabalhista e administrativa da Função Pública, com a justificativa oficial centrada na necessidade de dedicação plena às atividades de campanha no pleito eleitoral, configurando um movimento estratégico comum entre os ministros que atuam diretamente do Planalto.
Mais de 40 ministros do governo Lula já se afastaram temporariamente para atuar nas campanhas eleitorais até o primeiro turno
Repercussão Política e Desdobramentos na Estrutura de Governo
A ausência dos dois ministros não afeta o funcionamento institucional da administração federal, pois as pastas permanecem sob a responsabilidade dos secretários-executivos designados, garantindo a continuidade das políticas públicas e da articulação política.
A estratégia reflete a intensificação da ofensiva lulaísta nos últimos dias antes do primeiro turno, com destaque para a movimentação de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, que cumpre férias e atua como consultor político e econômico do presidente.
A expectativa é que, após a votação, os ministros retornem aos cargos com reforçado prestígio político e maior proximidade com o eleitorado.
O QG da campanha celebra a 'cadeira vazia' como sinal de unidade e foco na vitória no pleito.



