Durante o Universo TOTVS, evento tecnológico e de negócios promovido pela TOTVS, o especialista George Westerman, reconhecido professor do MIT Sloan School of Management, alertou que o principal desafio para as empresas na adoção de inteligência artificial não reside na tecnologia em si, mas na capacidade de repensarem integralmente seus modelos de operação, uma vez que a IA viabiliza transformações estratégicas que exigem adaptação organizacional profunda.
Desafios Estruturais na Adaptação O rganizacional à Inteligência Artificial
George Westerman destacou que, historicamente, inovações tecnológicas substituíam tarefas repetitivas, mas a inteligência artificial opera sob princípio distinto ao potencializar atividades antes consideradas exclusivas da inteligência humana, como a escrita criativa e o diálogo interativo, acelerando a obsolescência de modelos operacionais tradicionais.
O especialista enfatizou que, embora a tecnologia possa automatizar processos com eficiência sem precedentes, a dificuldade real está em reprogramar estruturas corporativas, redefinir papéis profissionais e alinhar estratégias de negócio à nova realidade impulsionada pela IA, exigindo liderança proativa e visão disruptiva para navegar nesse novo cenário.
A maior barreira para a adoção efetiva da inteligência artificial nas empresas é a capacidade de reinventar seus modelos de negócio, não a própria tecnologia.
Repercussão Setorial e Caminhos para a Transformação Corporativa
Especialistas apontam que setores como serviços financeiros, logística e atendimento ao cliente já iniciam a implementação prática da IA para otimizar operações e personalizar experiências, mas destacam que o sucesso dependerá da capacidade das lideranças em promover mudanças culturais internas e reestruturar processos com foco no valor humano.
Westerman reforça que a transição exige investimento contínuo em capacitação, reestruturação de hierarquias e adoção de métricas adequadas para mensurar o impacto da IA na geração de valor sustentável.



