A Justiça de São Paulo autorizou a busca e o bloqueio de bens do cantor Huelinton Cadorini Silva, conhecido como Edson, da dupla sertaneja Edson & Hudson. A decisão, tomada na última terça-feira (3/11), atende a uma ação de execução movida pelo Banco Bradesco que cobra uma dívida de R$ 1,6 milhão. O processo teve início em 2011, com valor original de R$ 229 mil, e foi desarquivado pelo juiz Gabriel Baldi de Carvalho para prosseguimento da execução com valores corrigidos.
Para tentar localizar recursos para pagamento da dívida, a Justiça aprovou o rastreamento nos bens do cantor e de uma mulher que também figura como devedora na ação. O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) terá 15 dias para indicar a associação à qual o artista é filiado e detalhar todos os repasses de direitos autorais de suas músicas nos últimos 24 meses. O magistrado entendeu que créditos decorrentes de exploração de obras musicais e execuções públicas são penhoráveis.
A decisão também libera a busca e o bloqueio automático de valores em contas bancárias do cantor por um período contínuo de 30 dias. Além disso, está autorizada a checagem de veículos, imóveis, declarações recentes do Imposto de Renda e o mapeamento de movimentações e conexões financeiras dos executados na ação. O Bradesco havia solicitado o recolhimento do passaporte do artista, alegando agenda ativa de shows e histórico de viagens internacionais, mas a Corte negou o pedido porque a defesa ainda tem direito de se manifestar nos autos.
Com a decisão, Edson foi intimado a pagar a dívida ou indicar bens à penhora no prazo de 15 dias. O Metrópoles entrou em contato com a defesa do cantor e com o Banco Bradesco, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.



