A Polícia Federal iniciou uma investigação para mapear a rota utilizada por Flávio Bolsonaro ao deixar o Brasil de forma irregular, descumprindo ordens judiciais que o impediam de sair do país e determinavam a entrega de seus passaportes. De acordo com o analista de segurança pública Elijonas Maia, delegados de Brasília cobraram explicações da superintendência da Polícia Federal no Paraná sobre a ausência de barreiras à saída do investigado. Durante participação no Live CNN desta quinta-feira (29), Maia relatou que uma das cobranças feitas foi: "como vocês não impediram?".
A resposta dos agentes apontou para as limitações legais da atuação policial. Um delegado que trabalha na fronteira do Paraná afirmou que é impossível impedir alguém que deseja sair do país, a menos que haja monitoramento constante por parte da inteligência ou da Polícia Federal. Em nota oficial publicada na quarta-feira (28), a PF reconheceu que não pode monitorar um investigado sem uma decisão judicial que o autorize. Fontes do Ministério da Justiça destacaram ainda que não havia ordem de prisão contra Flávio Bolsonaro e que brasileiros podem ingressar na Argentina apenas com o RG, sem necessidade de passaporte. Mesmo com ordem de prisão, a Argentina não aceita pedidos de deportação imediata. A apuração indica que houve uma tentativa preliminar de impedir a saída, mas as autoridades não souberam localizá-lo a tempo.



