A nomeação de Anitta como rainha de bateria da Grande Rio, divulgada oficialmente em fevereiro de 2025, gerou reação imediata da comunidade sambaística, com a rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos, destacando a consciência política e o respeito à ancestralidade que a cantora demonstra em sua trajetória.
Contexto Histórico e Institucional da Escolha da Grande Rio
A decisão da escola de Duque de Caxias, que optou por Anitta em fevereiro de 2025, marca um ponto de inflexão na política simbólica das agremiações cariocas, ao substituir Virginia Fonseca, cuja nomeação em setembro de 2025 foi alvo de críticas ferrenhas por parte de Evelyn Bastos, que questionou a legitimidade de figuras sem vínculo direto com a cultura do samba para cargos de destaque nas agremiações.
Nos bastidores, a apuração revelou que a escolha de Anitta responde a uma estratégia institucional de modernização e aproximação com o público jovem, ao mesmo tempo em que busca legitimar seu comando com referências reconhecidas na tradição do samba, como o histórico de engajamento político e cultural da artista com comunidades tradicionais do Rio de Janeiro.
Anitta é a primeira cantora pop a assumir a liderança da bateria de uma escola histórica do Carnaval carioca.
Repercussão e Desdobramentos Futuramente
A manifestação de Evelyn Bastos nas redes sociais reforçou um debate latente sobre representatividade e autenticidade nos cargos simbólicos das escolas de samba, gerando apoios e críticas que se estendem para além do círculo acadêmico do samba.
Especialistas em cultura popular apontam que a trajetória de Anitta, marcada por projetos voltados à valorização das comunidades tradicionais e por parcerias com mestres-sambas, pode legitimar sua posição perante os carnavais, enquanto o Ministério da Cultura ainda avalia os critérios para futuras nomeações.



