Na terça-feira, 25 de agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em publicação nas redes sociais que "nunca interferiria" com canadenses que falam francês, em resposta às críticas geradas pela suspensão das negociações comerciais entre Washington e O ttawa, motivada por exigências relacionadas à língua e à cultura canadense, conforme comunicado do primeiro-ministro Mark Carney.
Contexto Histórico e Desdobramentos das Negociações Comerciais
A apuração revelou que a declaração de Trump ocorreu após o premiê do Canadá, Mark Carney, informar que as conversações sobre um acordo bilateral foram interrompidas devido a demandas norte-americanas que incluíam restrições à utilização do francês em âmbito institucional e cultural no Canadá, além de pressupostos considerados incompatíveis com a soberania linguística do país.
As negociações, que visavam evitar a aplicação de uma tarifa de 50% sobre veículos e aço canadense anunciada por Trump em julho, estavam em fase avançada de alinhamento até a semana anterior, mas sofreram desgaste após insistências americanas sobre parâmetros culturais e linguísticos, culminando na decisão de O ttawa de suspender os diálogos até que o governo dos EUA revisasse sua postura.
O presidente dos Estados Unidos afirmou que jamais interferiria com canadenses francófonos, negando categoricamente qualquer envolvimento em políticas linguísticas ou culturais no Canadá.
Repercussão O ficial e Caminhos para as Relações Bilaterais
O governo do Canadá, por meio da O ffice of the Prime Minister, confirmou que as tarifas de 50% sobre aço e veículos, previstas para 2027, permanecem em vigor após breve suspensão de três dias decretada por Trump em agosto, mantendo a pressão sobre setores estratégicos da economia canadense.
As negociações serão retomadas após o prazo de 8 de setembro, data limite para a entrada em vigor das retaliações canadenses previstas por Mark Carney, que garantiu que o país reagirá "dólar por dólar" para equilibrar as medidas unilaterais dos Estados Unidos.



