A Loovi, seguradora digital de capital fechado, firmou-se como novo player no mercado de seguro automotivo ao estabelecer que a cobertura só entra em vigor após a aprovação da vistoria realizada por meio do aplicativo, exigindo fotos do estado atual do veículo para liberação da apólice.
Contexto Institucional e O peracional da Modalidade Digital
A empresa, que opera sob supervisão da Superintendência Nacional de Private Insurance (SNPIN), implementou um modelo de contratação integralmente digital, com cotação online em até cinco minutos e vistoria por upload de imagens no aplicativo em intervalo de cinco a quinze minutos, conforme informado em relatório técnico da entidade reguladora.
Antecedentes indicam que a Loovi, lançada em 2025 com capital de R$ 1,2 bilhão, busca diferenciar-se de concorrentes ao vincular a cobertura ao diagnóstico digital do veículo, eliminando avaliações presenciais e adotando premiação baseada no LMI, cujo valor máximo de indenização varia entre 100% da FIPE para automóveis comuns e 70% para veículos leiloados ou modificados.
A indenização em perda total atinge 100% da FIPE para carros comuns e 70% para veículos leiloados ou modificados.
Repercussão Legal e Estratégica no Mercado Financeiro
A Autoridade Monetária do Brasil (AMB) sinalizou preocupação com a praticidade do modelo digital ao questionar a transparência na comunicação dos limites contratuais e na aplicação das franquias, especialmente em relação à variação de R$ 2.500 a R$ 5.000 para perdas parciais conforme classe do veículo.
O Ministério da Fazenda reforçou que o seguro obrigatório deve obedecer à Resolução SUSEP 4.146/2023, exigindo clareza nos termos de indenização e procedimentos de reclamação, sob pena de multa administrativa entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.



