A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na quarta-feira (9/9), mandado de busca e apreensão em um imóvel rural localizado em Araranguá, onde o influenciador digital César Rincon reside, apreendendo 329 cartuchos de munição de uso permitido e autuando-o em flagrante por posse irregular, conforme previsto no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento; após a liberação sob fiança de R$ 10 mil, o empresário Luciano Hang declarou publicamente seu apoio ao profissional.
Contexto Institucional e Antecedentes da Investigação
A operação policial, coordenada pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá, seguiu cerca de 60 dias de apurações sobre suspeitas de associação com armamento irregular, culminando na formalização do mandado judicial que autorizou a incursão no rancho do influenciador em regime de busca e apreensão.
O episódio ocorreu em um contexto mais amplo de tensões entre celebridades digitais e fiscalização de bens, onde a Polícia Civil destacou que os itens apreendidos estavam registrados e acompanhados de documentação fiscal regular, diferentemente do que se supunha inicialmente sobre sua legalidade.
Foram apreendidos 329 cartuchos de munição durante a operação na residência rural de César Rincon.
Repercussão Política e Desdobramentos Jurídicos
Luciano Hang, dono da Hangar O riginária e figura proeminente no cenário econômico nacional, manifestou-se nas redes sociais defendendo a postura de Rincon, alegando que o caso refletia uma inversão dos valores sociais e uma tentativa de criminalizar condutas legítimas diante de uma agenda moralizadora.
Especialistas jurídicos apontam que a fiança arbitrada em R$ 10 mil configura medida cautelar compatível com o artigo 312 do Código de Processo Penal, permitindo ao investigado responder ao processo em liberdade enquanto aguarda decisão final sobre a regularidade da posse.



