Em mais uma ameaça contra Cuba, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ofereceu ajuda da Agência Central de Inteligência (CIA) a opositores que desejam derrubar o governo cubano. A manifestação do chefe da diplomacia norte-americana foi publicada na rede social X nesta sexta-feira (23/10).
“Aos que buscam criar mudanças positivas em Cuba — agora é o momento”, disse Rubio. “A decepção com promessas fracassadas, a corrupção e as vidas privilegiadas de apenas alguns; aproveitem esta oportunidade para criar a mudança que desejam por meio de uma parceria discreta com a CIA”.
“Aos que buscam criar mudanças positivas em Cuba — agora é o momento”, disse Rubio. “A decepção com promessas fracassadas, a corrupção e as vidas privilegiadas de apenas alguns; aproveitem esta oportunidade para criar a mudança que desejam por meio de uma parceria discreta com a CIA”.
A manifestação de Rubio acontece no momento em que Cuba se prepara para buscar ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o bloqueio norte-americano.
A expectativa é de que uma nova resolução pedindo o fim do embargo comercial dos EUA seja votada pela Assembleia Geral da ONU ainda nesta semana. Essa será a 34ª vez que Cuba apresenta um pedido do tipo desde 1992.
Filho de imigrantes cubanos, Marco Rubio fez carreira na política norte-americana com duras posições contra a atual administração de Cuba. O chefe da diplomacia dos EUA é defensor aberto da queda do governo da ilha, e um dos principais articuladores das políticas contra o país.
Desde que Donald Trump assumiu a Casa Branca pela segunda vez, em janeiro de 2025, Wasghinton aumentou a pressão contra o país e impôs novas sanções e bloqueios que agravaram a crise local.
Uma das principais ocorreu em janeiro deste ano, após a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Após a queda do líder chavista, o atual governo venezuelano, comandado por Delcy Rodríguez, se alinhou aos interesses de Trump no país e cedeu a exigências do republicano.
Nesse cenário, o presidente dos EUA ordenou que a Venezuela suspendesse o envio de petróleo para Cuba, que na época era dependente do combustível que vinha da nação vizinha. Além disso, o líder norte-americano ameaçou tarifar países que exportassem combustível para a ilha caribenha.
As medidas jogaram Cuba em uma grave crise energética. A população passou a conviver com longos períodos sem energia, incluindo oito apagões gerais desde o início do ano.



