Na quinta-feira, 27 de abril de 2025, a revista Time divulgou sua lista anual das 100 pessoas mais influentes no campo da inteligência artificial, destacando a brasileira Veronyka Gimenes como a única representante do Brasil no seleto grupo; cofundadora e diretora institucional do Código Não Binário, ela é reconhecida pelo desenvolvimento do TybyrIA, modelo de IA de código aberto criado em parceria com Amanda Claro para identificar e conter discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+ nas plataformas digitais, instrumento este utilizado em ação judicial movida contra Meta, Google, X e ByteDance com pedido de indenização de US$ 20 milhões.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A publicação da Time consolida-se como referência global na avaliação de impacto no setor tecnológico, reunindo nomes como Elon Musk, Sam Altman e Dario Amodei nas categorias Leaders e Innovators, enquanto figuras como Paris Hilton e Veronyka Gimenes figuram entre os Shapers por seu engajamento em questões sociais e éticas vinculadas à tecnologia.
O TybyrIA, desenvolvido com base em algoritmos de processamento natural de linguagem e análise de padrões de discurso nocivo, foi oficialmente incorporado ao âmbito jurídico em 2025 ao embasar ação coletiva que busca responsabilizar grandes plataformas digitais por não adotarem medidas efetivas contra ataques e discurso de ódio direcionados à comunidade LGBTQIA+, configurando um marco inédito na interseção entre inteligência artificial, direitos humanos e regulação digital.
Veronyka Gimenes é a única brasileira incluída na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes em inteligência artificial em 2025.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A ação judicial movida com base no TybyrIA visa exigir US$ 20 milhões em indenização e a implementação imediata de políticas internas nas plataformas para conter discursos que incitem violência ou preconceito contra pessoas LGBTQIA+, representando um precedente relevante para o debate sobre responsabilidade digital e direitos fundamentais no ambiente virtual.
Especialistas em direito tecnológico apontam que o caso pode desencadear mudanças regulatórias significativas, pressionando os gigantes digitais a revisarem seus algoritmos e moderação de conteúdo sob o olhar mais apurado da sociedade civil organizada.



