Um estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) indica que 189 jornalistas foram mortos no mundo entre 2024 e 2025, marcando o índice mais alto registrado pela entidade em dez anos. O levantamento mostra que 127 dessas mortes, equivalente a 67% do total, ocorreram em zonas de conflito, representando um aumento de 24% na comparação com o biênio anterior.
O documento aponta ainda que pelo menos 50 profissionais perderam a vida por meio de drones e que instalações de veículos de comunicação foram alvos, incluindo um episódio em que nove comunicadores morreram ao mesmo tempo. Fora dos cenários de guerra, foram registrados 61 casos, sendo que 17 ocorreram nos locais de trabalho, 33 dentro de veículos e 20 em residências.
A Palestina lidera o ranking mundial de violência contra a imprensa, com 62 mortes de jornalistas, o que corresponde a um terço do total global no período. No Brasil, o relatório registrou o assassinato do radialista Luís Augusto Carneiro da Costa, conhecido como “Luisinho Costa”, morto em maio de 2025 no estúdio da Rádio Guarany, em Abaetetuba (PA).
A Unesco também alerta para o alto índice de impunidade nesses crimes: desde 2006, 1.641 jornalistas foram assassinados globalmente, mas apenas 14% dessas mortes foram solucionadas pelo sistema judiciário.



