A investigação conduzida pela Polícia Federal, coordenada pela 5ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, identificou uma rede de exploração sexual envolvendo menores de idade sob a égide de um esquema criminoso estruturado, que utilizava festas clandestinas e plataformas digitais para atrair jovens em situação de vulnerabilidade, com o apuro realizado entre janeiro e maio de 2024.
Desvelo de uma Rede Estruturada de Exploração
A análise de documentos apreendidos em diligências judiciais revelou que o grupo operava por meio de redes sociais protegidas por criptografia e contatos diretos com intermediários que facilitavam o acesso a menores oriundos de regiões periféricas do Distrito Federal e entorno, com a participação confirmada de pelo menos sete suspeitos, incluindo um adolescente de 17 anos que atuava como 'recrutador' sob a coordenação de um adulto identificado como 'mestre' do esquema.
Conforme laudo pericial da Polícia Civil, as festas ocorriam em imóveis localizados em Taguatinga e Ceilândia, onde eram distribuídos valores em espécie entre 500 e 2 mil reais por participante, enquanto a 'garota como prêmio' era designada para receber quantias superiores a 10 mil reais após a concretização de atos sexuais, configurando indícios claros de tráfico de menores e promoção da prostituição infantil.
Mais de 10 mil reais foram pagos como prêmio à menor explorada durante as festas clandestinas.
Repercussão Jurídica e Medidas Cautelares
A Justiça Federal decretou prisão preventiva para cinco dos sete acusados, com base em elementos que comprovam envolvimento direto na moderação das interações digitais e na logística das atividades ilícitas, enquanto os demais respondem à prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, conforme determinação do magistrado federal Dr. Ricardo Leite.
O Ministério Público Federal aguarda laudo técnico complementar da Forensic Institute to corroborar a tipificação dos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com possibilidade de abertura de inquérito civil para apurar responsabilidades institucionais no âmbito das escolas e unidades habitacionais onde os menores eram inseridos.



