O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, alertou nesta segunda-feira (24) de que países com laços econômicos significativos com o Irã dispõem de prazo definitivo para interromper atividades financeiras ou comerciais identificadas como vulneráveis, sob pena de medidas coercitivas unilaterais conduzidas diretamente pelo Departamento do Tesouro.
Contexto Estratégico e Análise de Riscos Comerciais
A apuração jornalística confirma que, embora o titular da pasta não tenha explicitado os países afetados, especialistas apontam para a China, Índia, Turquia, Iraque e Emirados Árabes Unidos como os principais mercados com a República Islâmica, cujas transações apresentam alto risco de sanções secundárias.
Segundo dados do Banco Mundial e relatório da Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, a China movimentou US$ 22,4 bilhões em exportações iranianas em 2022, consolidando-se como principal parceiro comercial e principal receptor de petróleo iraniano, enquanto especialistas alertam para a improbidade de sanções severas contra Pequim diante da agenda diplomática com o líder chinês Xi Jinping.
A China absorveu US$ 22,4 bilhões em exportações iranianas em 2022, representando 63% do total das exportações do Irã naquele ano.
Repercussões Internacionais e Caminhos para Confrontos Diplomáticos
O governo dos Emirados Árabes Unidos anunciou recentemente a suspensão total de operações comerciais e financeiras com o Irã até segunda ordem, sinalizando alinhamento temporário com as pressões americanas.
Especialistas como Daniel Tannebaum, sócio da consultoria O liver Wyman e pesquisador sênior no Atlantic Council, ressaltam que qualquer ação punitiva contra a China enfrentará forte resistência geopolítica, dada a dependência estratégica do Irã em relação à economia chinesa.



