Em decisão unânime, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) aprovou nesta segunda-feira (26) o acesso a documentos sigilosos sobre a morte do ex-presidente Tancredo Neves. A ação, movida pela família de Tancredo, pede acesso a todos os procedimentos ligados à saúde do político. Com a nova decisão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) devem liberar prontuários, relação de médicos e outros documentos relativos ao período em que Tancredo esteve internado no Hospital de Base, em Brasília.
Tancredo Neves foi internado na véspera da posse presidencial e morreu um mês depois, em 21 de abril de 1985. Na ocasião, a morte foi atribuída a uma infecção generalizada após o eleito ser internado no Hospital de Base com dores abdominais. Durante o período, ele passou por sete cirurgias. A versão é questionada pela família, que aponta possibilidade de erro médico. Para a advogada dos familiares, Juliana Porcaro, a divulgação dos dados não é apenas de interesse das pessoas próximas, mas ajuda a contar a “história de uma nação”.



