Em ano de eleição para a chefia do Executivo paulista, os seis candidatos ao governo que concorrem à educação apresentaram propostas estruturais que reconfiguram o modelo de gestão, financiamento e oferta de serviços escolares, com o debate sobre a qualidade do ensino ocupando posição central nos programas eleitorais.
Propostas Estruturais e Diretrizes de Reformulação do Ensino
A análise dos planos de governo revelou divergências ideológicas marcantes: Tarcísio de Freitas (Republicanos) prioriza a ampliação da infraestrutura com construção de novas creches e pré-escolas, visando garantir que 90% das crianças sejam alfabetizadas até 2030; Carlos Machado (PCB) defende o fim das Parcerias Público-Privadas (PPPs) em escolas, propondo a reincorporação dos serviços terceirizados à administração pública mediante concursos e reduzindo a média de 35 para 20 alunos por sala de aula até 2026; Izadora Dias (PCO) articula o fim da 'ditadura nas escolas', com eleição direta de gestores, piso salarial nacional de R$ 8,5 mil para docentes e jornada de até 30 horas semanais, além da estatização do ensino pago.
Antecedentes históricos indicam que as propostas de cada candidato refletem matrizes programáticas consolidadas: os republicanos apostam na expansão física da rede, os comunistas priorizam a democratização da gestão e a universalização do acesso, enquanto os trotskistas defendem a ruptura com modelos considerados elitistas e privatistas, reivindicando maior controle social sobre os recursos educacionais.
Tarcísio de Freitas projeta alfabetização de 90% das crianças até 2030 por meio da construção massiva de creches e ampliação de vagas em unidades existentes.
Repercussões Jurídicas e Desafios de Implementação
As propostas geraram reações cruzadas entre os partidos: Fernando Haddad (PT) ressaltou a necessidade de pacto com os 645 municípios paulistas para garantir metas federais de alfabetização, defendendo ainda a autonomia universitária e a revisão do modelo de 'plataformização' do ensino, enquanto Izadora Dias exigiu a revogação da Lei 18.058/2024 que proíbe o uso de celulares em escolas públicas.
O s desafios institucionais incluem a viabilidade orçamentária das medidas, especialmente na reestructuração da carreira docente e na ampliação da rede de ensino integral, com especial atenção ao cumprimento dos prazos estabelecidos para as eleições de 2026.



