Um ato em apoio aos povos indígenas realizado no último domingo (1/11), na Praça Franklin Roosevelt, em São Paulo, terminou em episódios de desrespeito e ameaça. Segundo relato do coordenador da Aliança dos Indígenas Estudantes da USP, Tuza Median, um funcionário terceirizado da União Nacional dos Estudantes (UNE) ameaçou de morte um jovem durante a manifestação.
Os participantes do ato solicitaram o direito à fala para realizar cantos e rituais sagrados, mas foram inicialmente impedidos pela organização estudantil para que a apresentação de uma banda pudesse continuar. Mesmo após a música ser interrompida para a fala da presidenta da UNE, Bianca Borges, o grupo foi novamente negado ao pedir o microfone, levando à ocupação do palco pelos povos originários.
Durante a discussão entre a direção da UNE, funcionários contratados e os indígenas, um dos trabalhadores proferiu a ameaça: "Se um ele encostar um dedo em você, eu mato ele". O vídeo do momento alcançou mais de 170 mil visualizações nas redes sociais.
Diante da repercussão negativa, a UNE publicou uma nota de retratação na quarta-feira (4/11), repudiando a declaração do contratado terceirizado e afirmando que a fala não representa os princípios da entidade. A organização se desculpou pela declaração e anunciou que está apurando o ocorrido para adotar as providências cabíveis.
