No domingo (20/9), uma lancha transportando 15 turistas de Goiânia pegou fogo no Lago Paranoá, provocando queimaduras de diversos passageiros e levando à explosão que arremessou uma mulher para as águas, conforme relato da testemunha Kelly Alves, 38 anos, que sofreu queimaduras de segundo grau nos membros e permanece em tratamento em Goiânia.
Investigação Técnica e Antecedentes da Falha na Embarcação
A investigação preliminar da Marinha e do Instituto de Criminalística, realizada nesta segunda-feira (21/9), aponta para falhas operacionais na lancha antes do início da navegação, com a empresa Very Náutica reconhecendo a ocorrência de irregularidades nos procedimentos de abastecimento e segurança. Segundo Kelly Alves, os passageiros embarcaram antes que o tanque fosse preenchido, contrariando protocolos mínimos de segurança que exigem a verificação do nível de combustível e a desligamento do motor até a confirmação da estabilidade da embarcação.
O acidente ocorreu em plena temporada de lazer no Distrito Federal, com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) mobilizando equipes aquáticas para o resgate imediato após a detecção do incêndio por volta das 15h30, no trecho próximo à ponte Juscelino Kubitschek, onde o grupo foi encaminhado para atendimento médico especializado em queima.
O acidente deixou ao menos três pessoas com queimaduras de terceiro grau e duas com lesões leves no rosto após explosão na lancha do Lago Paranoá
Repercussão O ficial e Desafios na Apuração das Causas
A Capitania Fluvial de Brasília, responsável pela fiscalização naval no Lago Paranoá, confirmou que equipes em inspeção no local detectaram a fumaça e acionaram os bombeiros logo após o incidente, reforçando seu papel preventivo na região. A Marinha do Brasil instaurou inquérito técnico para apurar as causas reais do incêndio e determinar responsabilidades, enquanto a Very Náutica emitiu nota manifestando solidariedade às vítimas sem detalhar as medidas corretivas adotadas.
As autoridades destacam a necessidade de revisão dos protocolos de segurança em embarcações de pequeno porte, especialmente quanto ao procedimento obrigatório de abastecimento prévio à navegação e à verificação imediata de sistemas de segurança automática, como as travas anti-incêndio que deveriam impedir a reativação forçada do motor após desligamento inesperado.



