Em meados de setembro, a O peração Make Up, deflagrada pela Polícia Federal, intensificou a apuração sobre suspeitas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo o filme "Dark Horse", que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro, com foco em movimentações financeiras entre a produtora Go Up Entertainment e entidades ligadas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.
Apuração e Contexto da O peração Make Up
A investigação, iniciada oficialmente em 10 de setembro, apura a origem ilícita de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas à produção cinematográfica, com suspeitas de participação direta ou indireta de atores políticos e empresariais próximos ao governo federal.
Conforme os registros da PF, a movimentação financeira ocorreu por meio de transferências bancárias vinculadas à produção do longa-metragem, com documentos que apontam para possíveis fraudes na contratação de serviços e na aplicação dos valores, enquanto a defesa de Karina Gama nega qualquer envolvimento em irregularidades e afirma que a empresa atuou exclusivamente na execução técnica do projeto sem conhecimento da origem dos recursos.
Mais de R$ 5 milhões em verbas públicas foram transferidas à produtora para a realização do filme "Dark Horse", segundo documentos obtidos pela Polícia Federal.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A defesa de Karina Gama, por meio do advogado Ricardo Sayeg, afirmou que a produtora colaborou integralmente com as investigações, apresentando toda a documentação comprobatória das atividades realizadas e reiterando que desconhecia qualquer irregularidade na origem dos recursos utilizados para financiar o filme.
O Ministério Público Federal já encaminhou denúncia contra Mário Frias e Karina Gama, enquanto o STF aguarda decisão sobre eventuais medidas cautelares, com a expectativa de que o caso possa chegar à Primeira Turma para julgamento final.



