Em São Paulo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma crítica indireta às posições adotadas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), durante entrevista coletiva na Prefeitura de São Paulo, onde esteve para almoço com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), ao ser questionado sobre a proposta do mineiro que articulava uma frente de estados das regiões Sul e Sudeste para impedir preponderância nordestina em decisões fiscais federais.
Contexto Institucional e Estratégia Política da Proposta
A iniciativa anunciada por Zema visa consolidar um bloco regional com os estados do Sul e Sudeste, com o objetivo de equilibrar a representação política nas negociações sobre a divisão do novo imposto único previsto na reforma tributária, apesar da concentração populacional no Centro-Sul.
A declaração de Bolsonaro, ao destacar que 'São Paulo é a cidade que mais tem nordestino no Brasil', evidencia a tentativa de desqualificar a proposta de Zema ao associá-la a interesses regionais específicos, enquanto o ministro da Justiça Flávio Dino (PSB) classificou o governador como 'traidor da pátria' em publicação no Twitter, acusando-o de fomentar o separatismo.
A proposta de Zema busca evitar que estados do Nordeste tenham peso decisivo equivalente em cada unidade federativa na divisão do novo imposto único, apesar da população concentrada no Centro-Sul.
Repercussão Jurídica e Reações O ficiais
O ministro da Justiça Flávio Dino (PSB) reiterou sua posição ao rotular Zema de 'traidor da pátria' em rede social, argumentando que a articulação entre estados do Sul e Sudeste representa tentativa de secessionismo político.
Romeu Zema rebateu as acusações no mesmo canal digital, afirmando que sua proposta jamais visa prejudicar outras regiões e defende a soma de esforços entre unidades federativas sem exclusão de nenhum território.



