Na terça-feira (15/9), a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), anunciou o projeto de expansão habitacional vinculado à Linha 2 do Metrô-DF, que prevê a construção de mais de 32 mil unidades familiares ao longo da extensão que conectará o Gama, passando pelas regiões de Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Recanto das Emas e Santa Maria. A iniciativa busca integrar mobilidade urbana e moradia planejada por meio de financiamento via arrecadação de áreas ao longo da linha do metrô, modelo já testado em São Paulo e atualmente em estudo para aplicação no VLT entre o Aeroporto de Brasília e a área central.
Contextualização Institucional e Viabilidade Técnica da Expansão Habitacional
A governadora destacou, durante sabatina no Sinduscon-DF e na TV, a adoção do modelo de financiar a construção do metrô com a arrecadação de áreas ao longo da linha, já utilizado com sucesso em São Paulo e viabilizado por legislação específica. Segundo ela, a área da União disponível no trecho da Linha 2 daria suporte à criação de mais de 32 mil unidades familiares, conforme modelagem econômica apresentada. O projeto conta com viabilidade técnica em estudo para o VLT entre o Aeroporto Internacional de Brasília e a região central da capital.
Antecedentes relevantes incluem a estratégia de expansão urbana planejada pelo GDF para integrar mobilidade coletiva e assentamentos residenciais periféricos. A proposta alinha-se ao discurso de evitar aumento de impostos como o ITBI, priorizando a estabilidade fiscal e a contratação de servidores concursados na saúde pública, com remuneração vinculada à produtividade profissional.
O projeto contempla mais de 32 mil unidades familiares distribuídas ao longo da Linha 2 do Metrô-DF, abrangendo seis regiões administrativas e representando avanço na integração moradia-transportes.
Repercussão Jurídica, Econômica e Desafios O peracionais
A proposta ainda gera debate jurídico sobre viabilidade técnica do VLT entre o Aeroporto e o centro: se for subterrâneo, o custo estimado sobe para R$ 800 milhões devido à necessidade de consulta ao Iphan sobre energização dos vagões; se for sobre a superfície, há risco de dano ao tombamento patrimonial. Além disso, Celina Leão reiterou o compromisso com servidores concursados na saúde pública e descartou aumento de impostos como o ITBI, defendendo política tributária que amplie a base contributiva sem onerar o consumidor.
Nos próximos passos, o governo deve lançar concursos públicos para cargos efetivos em saúde pública com critérios de remuneração por produtividade e incorporação automática ao sistema previdenciário após dez anos. Paralelamente, as obras nos hospitais e UPAs visam reduzir filas contratuais que atualmente afetam atendimentos médicos.



