México e Estados Unidos intensificam as negociações para firmar um acordo comercial bilateral provisório antes das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para 3 de novembro, com o objetivo de aliviar tarifas sobre o México em troca de concessões em conteúdo automotivo e investimento chinês, num esforço que se tornou urgente após o colapso das conversas com o Canadá.
Contexto Estratégico e Antecedentes das Negociações
As conversas, conduzidas sob pressão política e econômica, contam com a participação do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, em reunião virtual com a presidente mexicana Claudia Sheinbaum na quinta‑feira (10), após tentativa frustrada de encontro presencial motivada por legislação que amplia poderes de análise de investimentos estrangeiros no México.
A iniciativa surge após o fracasso das negociações entre EUA e Canadá no mês passado, que resultou na imposição de tarifas sobre bebidas alcoólicas, motocicletas e laticínios canadianos, enquanto O ttawa concordou em igualar as tarifas americanas dólar por dólar, reforçando a estratégia mexicana de evitar confrontação direta com Washington e garantir alívio tarifário antes do pleito eleitoral.
O México envia mais de 80% de suas exportações para os Estados Unidos, tornando-se dependente crítico do comércio bilateral.
Repercussão Política e Implicações para o Mercado
Autoridades mexicanas e americanas destacam a importância do acordo para tranquilizar os mercados financeiros e evitar volatilidade cambial, sobretudo diante da queda na classificação de crédito da dívida pública mexicana e das incertezas políticas nos EUA.
Enquanto o ex‑presidente Donald Trump busca vantagem eleitoral ao apresentar uma vitória diplomática, o governo mexicano vê no acordo uma ferramenta para reforçar a estabilidade econômica interna e atrair investimentos estrangeiros antes das eleições legislativas.



