Na véspera do primeiro turno das Eleições de 2026, circulou na internet uma mensagem com código de discagem internacional, supostamente originária da Índia, contendo apelo direto para que eleitores apoiassem Arthur Lira (PP-AL) na disputa pelo Senado por Alagoas, mesmo sem comprovação de vínculo oficial com a campanha do candidato, enquanto a pesquisa Real Time Big Data revelou empate técnico entre os principais postulantes à cadeira senatorial com margem de erro de dois pontos percentuais.
Apuração do Suposto Caixa 2 e Dinâmica da Campanha Digital
A investigação coordenada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foca em um suposto fluxo financeiro irregular — conhecido como caixa 2 — vinculado a pesquisas eleitorais realizadas no estado de Alagoas, tendo como ponto de partida a análise de mensagens digitais com DDD indiano que, na véspera do primeiro turno, demandaram apoio a Arthur Lira sem confirmação de autorização institucional por parte de sua equipe de campanha.
Conforme registros obtidos por órgãos competentes, a mensagem conteria o texto 'Arthur Lira para Senador. Vote diferenciado! O brigado', disparada por número com código de discagem internacional, levantando questionamentos sobre financiamento não declarado e possíveis desvios de recursos eleitorais previstos na legislação vigente.
A pesquisa Real Time Big Data aponta empate técnico entre Marina JHC (27%), Renan (23%) e Arthur Lira (22%), com margem de erro de dois pontos percentuais.
Repercussão Institucional e Desdobramentos do Processo Judicial Eleitoral
A Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público Federal foram acionados para apurar eventuais crimes contra a ordem democrática e a Lei dos Partidos Políticos, enquanto o TRE sinaliza prioridade na análise das provas periciais e na constatação de eventual prática delitiva prevista no artigo 44 da Lei nº 9.504/1997.
As consequências jurídicas podem incluir a cassação da candidatura de Arthur Lira, multa milionária ao partido PP e a suspensão de seu mandato caso haja condenação em primeira instância, além da mobilização de setores da sociedade civil que demandam transparência no financiamento das campanhas eleitorais.



