O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Belém, no dia 28 de setembro, para o primeiro ato de campanha da região Norte, seis dias antes do primeiro turno das eleições, em um movimento estratégico que consolida sua presença no interior do país após semanas de agenda nacional. O evento, que reúne aliados da aliança PT-MDB no Pará, inclui compromissos institucionais, como visita ao Complexo Hospitalar da Beneficente Portuguesa do Pará, e atividades eleitorais com candidatos como Hana Ghassan, Dirceu Ten Caten, Helder Barbalho e Chicão, enquanto o ex-ministro Celso Sabino (PDT), apesar de contar com apoio pessoal do presidente para a candidatura ao Senado, permanece à margem do palanque principal.
Contexto Institucional e Estratégia Eleitoral no Primeiro Turno
A apuração aponta que Lula escolheu Belém como palco inaugural de sua campanha no Norte, região crucial para a definição do pleito presidencial, onde o PT mantém aliança histórica com o MDB desde 2002, período em que o grupo político dos Barbalho apoiou tanto Lula quanto Dilma Rousseff em disputas presidenciais. A presença do ex-ministro Celso Sabino, aliado do petista e candidato ao Senado, evidencia a estratégia de inclusão de figuras regionais com perfil técnico e de mediação política, ainda que sua posição fora do palanque principal revele tensões internas na composição da chapa majoritária composta por Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil).
Nos bastidores da agenda, a visita ao Complexo Hospitalar da Beneficente Portuguesa do Pará reforça o caráter institucional da jornada presidencial, enquanto o ato na Praça da República simboliza o embate direto com os eleitores paraenses. A articulação entre PT e MDB no estado, que se estende até 2026 com o apoio mútuo nas urnas federais e estaduais, demonstra um pacto de sobrevivência política que navega entre interesses locais e nacionais.
O presidente Lula desembarca em Belém para consolidar aliança com Helder Barbalho e Chicão no Senado, enquanto Celso Sabino concorre fora da chapa majoritária apoiada pelo PT no Pará.
Repercussão Política e Desafios na Construção de Alianças Regionais
A expectativa é que a presença de Lula estimule a mobilização da base petista e do MDB paraense, fortalecendo a candidatura de Hana Ghassan ao governo estadual e de Dirceu Ten Caten à vice-governadoria, além de pressionar os eleitores a consolidar suporte às duas vagas senaturais disputadas por Helder Barbalho e Chicão. A ausência de Celso Sabino do palanque principal, apesar de seu apoio pessoal ao presidente, sinaliza uma escolha estratégica para evitar conflitos internos em um cenário eleitoral marcado pela competição entre candidatos da mesma legenda ou blocos aliados.
Nos próximos dias, a campanha deve intensificar os debates sobre governança regional e políticas públicas para o Norte, com foco em saúde, educação e infraestrutura, temas que devem orientar os posicionamentos dos candidatos. A articulação entre PT-MDB-Sabino será posta à prova nos urnas, especialmente com a proximidade do primeiro turno.



